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Opinião – A Pedagogia segundo José Sócrates

9 Fevereiro 2017, 12:00 am Escrito por 

Há poucos dias, 19 de Janeiro de 2017, fez dez anos que Sócrates fez publicar o Estatuto da Carreira Docente que tinha como duplo objetivo “para além da alteração do Estatuto da Carreira Docente, o presente decreto-lei altera o regime jurídico da formação contínua de professores, de modo a assegurar que a formação não só não prejudica as atividades letivas, mas contribui efetivamente para a aquisição e desenvolvimento de competências científicas e pedagógicas que sejam relevantes para o trabalho dos docentes”.

Antes Maria de Lourdes Rodrigues tinha criado a componente não letiva para massacrar os professores e impedi-los de preparar aulas, incluindo a de pensar: “As metáforas, tão do agrado das crianças e dos metodólogos de sempre, não podem ser iguais numa escola de Coimbra e numa de Trancoso, porque aqui há expressivos galos calçudos, caminhos cupulados de verdura, paredes moídas de musgo e ali a água canta principalmente …nos esgotos” 1.
A Pedagogia tornava-se assim uma arte oculta que, logo uma gente saída, não se sabe de onde, veio apoiar assim como tudo o que Sócrates dizia. E faziam-no para que não houvesse diálogo e tudo fosse imposto. Inventou-se também forma de alguns se tornarem professores titulares através de uma pontuação sem rigor, já que nada avaliava quanto à sua capacidade científica e pedagógica dos premiados com esta benesse inesperada.
Claro que a propalada avaliação dos docentes não ia ter credibilidade por estar assente nestes titulares feitos à pressa, sem em caso algum se preocuparem com metodologias de avaliação global dos docentes. Cavou a sua rápida desacreditação o facto de também não ter esta avaliação consequências reais na progressão na carreira, algo que os partidos da governação logo decretaram como se fossem um só, causando um continuado mal-estar na profissão docente que urge terminar.
Seguiu-se um Nuno Crato que tinha importado de França a expressão “eduquês” e só para balbuciar uma teoria crítica da Escola Pública, em que esconjurava Rousseau e a Escola Nova, infelizmente sem que tivesse as bases pedagógicas para o fazer honestamente tal como o fez José Maria Gaspar no livro que cito.


Não admira que, apesar da prosápia que todos lhe conhecemos, tivesse seguido à risca o plano de destruição da Escola Pública, tendo até acabado com a Ensino Noturno, que era uma segunda oportunidade para os excluídos e mal sucedidos enquanto jovens.


É assim sem surpresa que as escolas públicas têm descido nos rankings mal-amanhados que se publicam todos os anos. Evidenciam as malfeitorias de MLRodrigues e NCrato, em que este último até apareceu como testemunha abonatória das escolas privadas que vicejaram com ele.


Revertamos por isso estas políticas educativas.

1 José Maria Gaspar – Deus, Pátria e Família, Domingos Barreira, Editora, Porto, p. 57.

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